Certo pastor usou um episódio triste da vida do escritor britânico, Isaac Watts para fazer uma comparação persuasiva. O reconhecido autor de tantos hinos apaixonou-se por uma jovem muito bonita, Elizabeth Singer. Ela admirava as poesias dele, sua capacidade intelectual e seu espírito — mas, apesar disso, ela não conseguiu superar a aversão pela aparência de Watts.

Isaac era baixo e frágil, tinha olhos pequenos e cinzentos, um nariz encurvado e bochechas enormes. Quando ele a pediu em casamento, ela respondeu-lhe de forma grosseira: “Sr. Watts, se pelo menos eu pudesse dizer que admiro a caixinha tanto quanto admiro as joias que ela contém…”.

Temos aqui uma analogia perturbadora considerando as “joias” como sendo o evangelho e a “caixa” a igreja. Quantas pessoas rejeitam as boas-novas por causa dos testemunhos muitas vezes sinceros, porém demasiadamente zelosos, dos cristãos! Como podemos ser “… guia dos cegos, luz dos que se encontram em trevas” (Romanos 2:19), se a beleza de Cristo não pode ser vista em nós?

Proclamemos o evangelho de todas as formas possíveis, mas vamos orar para que o Espírito Santo nos torne pessoas cativantes, amorosas e livres do pecado, para que possamos atrair outros para conhecer Jesus.